sexta-feira, 18 de março de 2016

Nacional 1 x 0 Palmeiras - Estreando com o pé esquerdo.

Em Montevidéu, o Palmeiras veio com uma difícil missão. Ganhar do Nacional do Uruguai em sua casa, o mesmo Nacional que o derrotou na semana passada jogando no Allianz. À seu favor tem o melhor elenco do Brasil, mas sem onze inicial firmado, e um treinador, Cuca, que fazia sua estréia em panela fervendo. Cuca optou pelo 4-4-2, mesmo esquema adotado pelo técnico Gustavo Múnua com a seguinte disposição:



O Nacional que não tinha nada a ver com problemas do rival, veio pra cima do time brasileiro O time uruguaio marcava forte na saída de bola, e atacava em bloco, como manda o figurino. Sempre atacando com o quarteto Ramirez, Barcia, meias; e López e Fernández, atacantes. López, era o mais perigoso do Nacional. Finalizava com perigo, e deixava companheiros na cara do gol. Defensivamente segurava qualquer ataque do Palmeiras, dificultando que o time conseguisse fazer 3 passes em sequência, necessitando chutões para desafogar o setor defensivo.

Nem Gabriel e Arouca, reeditando dupla de sucesso do ano passado, conseguiam melhorar a saída de bola. Defendiam bem no centro, mas as laterais sofriam demais, principalmente Lucas pela direita, que não atacava, e não conseguia defender as subidas constantes de Espino.

O primeiro tempo do Palmeiras foi péssimo. Não chutou uma única vez a gol. A única "ameaça" veio aos 45, em uma jogada individual de Egídio que cruzou na área, e a bola foi desviada por cima do gol.

No intervalo, Cuca teve que mexer. Saíram Allione e Egidio, talvez os únicos que apareceram no primeiro tempo, e entraram Robinho e Gabriel Jesus.
Segundo tempo o 4-4-2 transformou-se em um 4-3-3 claro, com Zé Roberto recuando da meia, para a lateral.


Palmeiras começou melhor o segundo tempo, e logo aos 3, teve boa chance com Gabriel Jesus, que tentou encobrir o goleiro Conde, mas chutou um pouco mal. Mas foi só isso. Palmeiras tentava enfiar mais bolas nas pontas com Robinho e Gabriel, e não conseguia grandes coisas. Palmeiras abriu mais, pois precisava ganhar, e veio o castigo. Gol do Nacional. O perigoso López marcou, após jogada iniciada por ele mesmo. Achou Fernández que abriu a esquerda para Ramirez, e este achou Lopez quase na pequena área. Cabeçada fulminante no contrapé de Prass. Jogadores reclamaram de impedimento na jogada, mas Zé Roberto dava condições.

No desespero, Cuca promoveu a entrada de Barrios no lugar de Gabriel, mas nada adiantou. Quase piorou depois de uma recuada errada de Vitor Hugo.
Nacional apenas administrou o resultado, e encaminhou a classificação.

O Palmeiras agora vai precisar ganhar os próximos jogos, e rezar para uma combinação de jogos para classificar-se.

Fim de papo.

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