terça-feira, 15 de março de 2016

River Plate 1 x 1 São Paulo - Falta muito São Paulo, falta muito.

Argentina. Buenos Aires. Monumental de Nuñez. Estádio lotado. Caldeirão.

Dois multicampeões continentais. Dois técnicos argentinos. Um time em formação, e o outro, campeão atual da Libertadores.

Com isso, o São Paulo, veio como zebra para a Argentina. Zerado no grupo da morte, e havia perdido por 3x1 para o São Bernardo pelo Paulista 2016 no fim de semana predecessor ao jogo.

A maioria dos espectadores e comentaristas esperava um placar de 3 x 0 para o time argentino, mas acabou num desfecho não tão emocionante, mas extremamente gratificante para o time brasileiro.






O time paulista veio postado no 4-2-3-1, e o time argentino num clássico 4-4-2. A pressão nas pontas com Mora e Mercado vindo de trás ofereceram as melhores oportunidades jogando em cima de um lateral ofensivo (Mena), e outro lateral improvisado de meia (Carlinhos). Nenhum deles fazia direito a cobertura, e o lado esquerdo do time paulista foi o mais atacado. Hudson fazia de tudo para ajudar os companheiros pela esquerda, e Thiago pela direita, com as constantes subidas de Driussi. Alario se posicionava bem, mas se a bola não chegasse, voltava pra buscar com Ponzio e Fernandez. No ataque, Ganso, o melhor em campo inclusive, tentava ditar o ritmo, criando as chances sempre com Calleri, e Centurion com lampejos de individualidade, tentavam fazer a diferença. 

Pressão desde o começo de ambos os lados, marcação, primeira falta com 15 segundos de jogo.
Esse foi o clima do jogo. 
Tecnicamente, o River estava acabando com o São Paulo de Denis, que fez 2 ou 3 defesas difíceis nos primeiros 20 minutos de jogo. Os laterais Mena e Bruno, sofriam muito com os pontas Driussi e Mora. Hudson toda hora precisava cobrir o lado esquerdo.
Até que a estrela de Ganso brilhou, sim, ele ainda tem esse brilho, acertou um chute de primeira em um sem pulo de esquerda, direto no gol argentino, depois de cobrança de falta executada por Carlinhos.

River sentiu o gol, parou de atacar tanto quanto antes, mas acabou contando com a sorte para empatar a partida.
Denis tentou afastar a bola em um escanteio argentino e infelizmente o soco dado na bola, bateu no companheiro de equipe, Thiago Mendes, e voltou no gol, sem chances de pega-la antes de morrer no fundo da rede.
1x1 faltando 15 minutos para o fim do primeiro tempo.
River voltou a atacar, mas nem perto do inicio do jogo. São Paulo tinha suas chances mais perigosas em bola parada, ou com Calleri tentando fazer chover na área adversária. Houve inclusive contestação de pênalti não marcado no finalzinho da primeira etapa neste mesmo Calleri, que gerou muita reclamação por parte dos são paulinos.
O time do São Paulo lembra muito a Seleção Brasileira na Copa de 2014. Time não consegue trocar 3 passes, e depende de bola parada ou lances isolados de Neymar, papel esse desempenhado pelo argentino Calleri, pra tentar ganhar seus ultimos jogos. O grande problema, é que ele não é Neymar. Perdeu diversas chances que poderiam ter dado a vitória ao time.

No segundo tempo, mais do mesmo. River apático, sem conseguir criar. São Paulo dependente das bolas paradas cobradas por Carlinhos, porém conseguindo segurar os avanços argentinos. Maicon e Lugano fizeram boa dupla de zaga, como meses não se via. E sobre o time como um tudo, muita raça, e briga por cada bola.
Jogo tornou-se fraco tecnicamente, trocado por muito mais raça de ambas as partes.  Muitos amarelos na segunda etapa, Ganso, Lugano, Maicon, entre outros. Isso mudou apenas nos 15 minutos finais de jogo, depois da entrada de D'Alessandro, ex-Inter, no time do River, e Michel Bastos no São Paulo.
Apesar disso, nenhuma mudança no placar.

Ainda falta muito para o São Paulo. Bauza tenta implementar seu estilo de jogo, e ainda falta bastante para o time ficar semelhante a grandeza do clube, porém, viu-se um São Paulo brigador que não se via-se desde a copa sulamericana, esta vencida pelo time paulista. E pudemos ver isso também pra encerrar o post. 

Fim de papo.

2 comentários: